The Amazon Basin is facing a surge in environmental crimes that threaten both ecosystems and communities. This report provides an in-depth analysis of the criminal economies driving deforestation and illegal mining across the region.
Drawing on original field research and secondary data, the report reveals how environmental crimes have become deeply intertwined with broader illicit economies, including drug trafficking, arms smuggling, and human exploitation. These interconnections underscore the need for a comprehensive, multi-sectoral approach to addressing the region’s environmental crisis.
A key finding is the exponential growth of illegal gold mining, now one of the most pervasive criminal markets in the Amazon. More than 4 000 illegal mining sites were identified across the region in 2023. Gold’s record prices —reaching US$3 500 per ounce in 2025— have made it an increasingly attractive avenue for organized crime groups seeking to launder drug trafficking profits. In areas such as Brazil’s Yanomami territory and the Tapajós River Valley, illegal mining has become a key source of income and employment, highlighting the socio-economic dependencies that make enforcement complex.
The report also identifies deforestation hotspots in Colombia’s Guaviare region and Brazil’s Pará, Mato Grosso, Rondônia, and Acre states, as well as along the BR-319 highway. Criminal organizations have adapted their methods to evade detection, infiltrating state carbon credit markets and exploiting loopholes in regulatory systems. These developments expose vulnerabilities in climate finance mechanisms intended to support conservation.
The analysis highlights five systemic gaps undermining current responses: the lack of a holistic criminal ecosystem approach; the overlap between legal and illegal markets; weak enforcement against illegal mining; insufficient anti-corruption measures; and the failure to address socio-economic drivers that sustain illicit economies.
To respond effectively, the report calls for:
- Country-specific and context-driven cooperation strategies.
- Strengthened intelligence sharing and cross-border task forces.
- Targeted interventions to dismantle illicit gold and mercury supply chains.
- Greater oversight of carbon credit markets to mitigate fraud.
- Investment in community-led protection initiatives empowering local and Indigenous groups.
By recognizing environmental crime as part of a broader transnational organized crime framework, the report urges governments and partners to move beyond isolated enforcement actions and adopt coordinated, intelligence-based responses.
Delitos medioambientales en la Amazonía: tendencias actuales y amenazas emergentes
La cuenca amazónica enfrenta un aumento de los delitos medioambientales que amenazan tanto a los ecosistemas como a las comunidades. Este informe ofrece un análisis detallado de las economías criminales que impulsan la deforestación y la minería ilegal en toda la región.
A partir de investigaciones de campo y fuentes secundarias, el informe muestra cómo los delitos medioambientales están cada vez más interconectados con otras economías ilícitas, entre ellas el narcotráfico, el tráfico de armas y la explotación de personas. Estas interconexiones reflejan la necesidad de adoptar respuestas integrales y mecanismos de cooperación frente a la crisis medioambiental de la Amazonía.
Uno de los principales hallazgos es la expansión acelerada de la minería ilegal de oro, actualmente uno de los mercados criminales más extendidos en la Amazonía. En 2023 se identificaron más de 4 000 minas ilegales en la región. Los precios récord del oro, que alcanzaron los 3 500 dólares por onza en 2025, han convertido este mercado en una alternativa cada vez más atractiva para los grupos criminales que buscan lavar ganancias procedentes del narcotráfico. En zonas como el territorio indígena yanomami en Brasil y el valle del río Tapajós, la minería ilegal se ha convertido en una importante fuente de ingresos y empleo, lo que pone de relieve las complejas dependencias socioeconómicas que dificultan las respuestas institucionales.
El informe también identifica focos críticos de deforestación en la región de Guaviare, en Colombia, y en los estados brasileños de Pará, Mato Grosso, Rondônia y Acre, así como a lo largo de la autopista BR-319. Organizaciones criminales han infiltrado los mercados de créditos de carbono y desarrollado nuevas técnicas de deforestación para evadir los sistemas de monitoreo satelital y aéreo. Estas dinámicas exponen las vulnerabilidades de los mecanismos climáticos destinados a apoyar la conservación.
El análisis destaca cinco deficiencias sistémicas que debilitan las respuestas actuales: la falta de un enfoque integral del ecosistema criminal; la superposición entre mercados legales e ilegales; las limitadas capacidades para combatir la minería ilegal; la debilidad de las medidas anticorrupción; y la falta de respuestas frente a los factores socioeconómicos que sostienen las economías ilícitas.
Para responder de forma más eficaz, el informe propone:
- Estrategias de cooperación adaptadas a cada contexto nacional.
- Fortalecer el intercambio de inteligencia y la cooperación transfronteriza.
- Intervenciones orientadas a desarticular las cadenas de suministro ilícitas de oro y mercurio.
- Una mayor supervisión de los mercados de créditos de carbono para mitigar el fraude.
- Inversiones en iniciativas de protección lideradas por comunidades y pueblos indígenas.
Al reconocer los delitos medioambientales como parte de un ecosistema más amplio de crimen organizado transnacional, el informe insta a los gobiernos y socios internacionales a avanzar más allá de respuestas aisladas y adoptar enfoques coordinados basados en inteligencia.
Crimes ambientais na Amazônia: tendências atuais e ameaças incipientes
A Bacia Amazônica enfrenta um aumento dos crimes ambientais que ameaçam tanto os ecossistemas quanto as comunidades. Este relatório apresenta uma análise detalhada das economias criminosas que impulsionam o desmatamento e a mineração ilegal em toda a região.
Com base em pesquisas de campo e fontes secundárias, o relatório demonstra como os crimes ambientais estão cada vez mais interconectados com outras economias ilícitas, incluindo o narcotráfico, o tráfico de armas e a exploração de pessoas. Essas interconexões evidenciam a necessidade de respostas abrangentes e mecanismos de cooperação diante da crise ambiental na Amazônia.
Uma das principais conclusões é a rápida expansão da mineração ilegal de ouro, atualmente um dos mercados criminosos mais disseminados na Amazônia. Em 2023, mais de 4 mil minas ilegais foram identificadas na região. Os preços recordes do ouro — que atingiram US$ 3.500 por onça em 2025 — tornaram esse mercado uma alternativa cada vez mais atrativa para grupos criminosos que buscam lavar recursos provenientes do narcotráfico. Em áreas como o território indígena Yanomami, no Brasil, e o vale do rio Tapajós, a mineração ilegal tornou-se uma importante fonte de renda e emprego, evidenciando as complexas dependências socioeconômicas que dificultam as respostas institucionais.
O relatório também identifica focos críticos de desmatamento na região de Guaviare, na Colômbia, e nos estados brasileiros do Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre, assim como ao longo da rodovia BR-319. Além disso, analisa como organizações criminosas infiltraram os mercados de créditos de carbono e desenvolveram novas técnicas de desmatamento para evitar os sistemas de monitoramento por satélite e aéreo. Essas dinâmicas expõem as vulnerabilidades dos mecanismos climáticos destinados a apoiar a conservação.
A análise destaca cinco deficiências sistêmicas que enfraquecem as respostas atuais: a falta de uma abordagem integrada do ecossistema criminal; a sobreposição entre mercados legais e ilegais; as capacidades limitadas para combater a mineração ilegal; a fragilidade das medidas anticorrupção; e a ausência de respostas aos fatores socioeconômicos que sustentam as economias ilícitas.
Para responder de forma mais eficaz, o relatório propõe:
- Estratégias de cooperação adaptadas aos contextos nacionais.
- Fortalecimento do intercâmbio de inteligência e da cooperação transfronteiriça.
- Intervenções voltadas para desarticular as cadeias ilícitas de fornecimento de ouro e mercúrio.
- Maior supervisão dos mercados de créditos de carbono para mitigar fraudes.
- Investimentos em iniciativas de proteção lideradas por comunidades e povos indígenas.
Ao reconhecer os crimes ambientais como parte de um ecossistema mais amplo de crime organizado transnacional, o relatório incentiva governos e parceiros internacionais a avançarem além de respostas isoladas e adotarem abordagens coordenadas baseadas em inteligência.